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08 setembro 2013

Resenha: O Restaurante No Fim do Universo

O Restaurante no Fim do Universo

 “- Então…-disse.

- Então o quê? – disse Ford.

- Então aqui estamos nós – disse Zaphod, hesitante –, estirados, mortos no chão…

- De Pé – corrigiu Trillian.

- Ahn, mortos, de pé no  chão – continuou Zaphod –, neste desolado…

- Restaurante – disse Arthur Dent, que tinha conseguido um acordo com os seus pés e já conseguia para a sua surpresa, ver claramente. Aliás, o que o surpreendia não era o que ele pudesse ver, mas o que estava vendo.” (Página 94)

Eu estou apaixonada por essa série. Eu tenho um senso de humor bem apurado e adoro livros que me façam rir. Estou me divertindo muito ao ler. Bom, neste volume, Ford, Arthur, Zaphod e Trillian (não vamos esquecer do depressivo robô andróide paranóide Marvin haha), encaram mais uma aventura. Agora eles não viajam apenas pelo espaço, como também pelo tempo. E é aí que eles vão parar em um lugar totalmente confuso e improvável em todos os sentidos: O Restaurante no Fim do Universo.

 Bom, mas como é esse restaurante?

“O Restaurante no Fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história dos restaurantes. Foi construído a partir dos restos fragmentários de um planeta em ruínas que se encontra (tereria sendo se encontraraído) fechado numa vasta bolha de tempo e projetado em direção ao futuro até o exato momento preciso do fim do universo.” (Página 99)

É bem confuso, vendo pelo lado gramatical, porque você tem que usar um tempo verbal totalmente diferente para mencionar as coisas que estão acontecendo, ou aconteceram e acontecerão… mas não se preocupe. Ao longo da leitura você irá aprender – ou ficará mais confuso ainda. Todos ainda estão tentando descobrir a pergunta para a resposta sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, mas sem sucesso. Nessa viagem pelo tempo, algo inacreditável acontece: Arthur e Ford conseguem voltar para a Terra, antes que ela tivesse sido destruída pelos vogons. Mas será que eles podem mudar o curso da história?

A diversão continua gente. Este segundo livro nos proporciona tantas risadas quanto o primeiro, com suas teorias improváveis, personagens excênticos e suas filosofias escabrosas. Você começa a ler e simplesmente não consegue parar. Apesar de ser uma estória bem antiga (começou como uma série de rádio no fim dos anos 1970) ela consegue ser muito atual. Deixando o lado cômico de lado, o livro nos faz refletir – com humor – em como conduzimos nossa vida. Douglas Adams conquistou seu lugar no meu hall de autores favoritos.

Para quem já começou a ler a série continue, porque tenho certeza de que quem já a leu toda, aprova. Infelizmente ainda não tenho os outros livros, mas é uma série que farei questão de completar.

Quem já leu, o que achou? E quem tem vontade de ler?

 

Título: O Restaurante no Fim do Universo (O Guia do Mochileiro das Galáxias, volume 2).

Título Original: The Restaurant at the End of the Universe.

Autor: Douglas Adams.

Editora: Sextante.

Ano: 2004.

Número de Páginas: 229.

Avaliação: 4/5

 

Série O Mochileiro das Galáxias

1. O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)

2. O Restaurante no Fim do Mundo (The Restaurant at the end of the Universe)

3. A Vida, o Universo e Tudo Mais (Life, the Universe and Everything)

4. Até Logo, e Obrigado pelos Peixes (So long, and thanks for all the fish)

5. Praticamente Inofensiva (Mostly Harmless)

 

           

Beijos, Bruna

 



20 junho 2013

Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias


"- O que é isso? – perguntou Arthur. – O Guia do Mochileiro das Galáxias. É uma espécie de livro eletrônico. Tem tudo sobre todos os assuntos. Informa sobre qualquer coisa. Arthur revirou nervosamente o aparelho. – Gostei da capa – disse ele. – não entre em pânico. Foi a primeira coisa sensata e inteligível que me disseram hoje." 
(Página 60)

ADAMS,Douglas. O Guia do Mochileiro das Galáxias. Editora Sextante,2004. 204 páginas. (O Mochileiro das Galáxias, vol 1). Título Original: The Hitchiker’s Guide to the Galaxy.

Já pensou em viajar pelo espaço? Bom, pois é sobre isso que esse clássico da literatura de ficção científica trata. O Guia do Mochileiro das Galáxias conta as aventuras de Arthur Dent e Ford Prefect. Ford é um mochileiro que ficou exilado na Terra durante 15 anos. Ele se tornou o melhor amigo de Arthur se passando por um ator desempregado. Mas com a iminente ameaça de destruição da Terra, Ford e Arthur escapam pegando carona em uma nave alienígena. A partir deste momento, começam as aventuras espaciais dessa dupla dinâmica. E para auxilia-los (mais a Arthur do que a Ford) eles possuem o famosíssimo Guia do Mochileiro das Galáxias.

Mas o que é exatamente esse Guia?
"O Guia do Mochileiro das Galáxias é um livro realmente admirável. Há muitos anos que vem sendo escrito e revisto por muitos redatores diferentes. Contém contribuições fornecidas por inúmeros viajantes e pesquisadores." (Página 82)

"O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma obra organizada de modo um tanto caótico e contém diversos trechos que foram incluídos simplesmente porque na hora os organizadores acharam que era uma boa ideia." (Página 143)

 
Bom, resumindo é um aparelho que mais parece uma calculadora grande, com 100 botões, aparentemente de dificílimo manuseio, o motivo pelo qual a capa plástica desse dispositivo trazer a tão famosa inscrição: Não entre em pânico. Nesse guia você encontra o significado e a explicação para qualquer coisa do universo. Um livro fascinante não? Eu realmente gostaria de ter um.

A narrativa do livro é em terceira pessoa e é bem leve, fluí naturalmente. O autor é dono de um humor fascinante, eu praticamente ri o livro todo. A história é cheia de fatos improváveis e criaturas bizarras, mas são exatamente essas características que fazem com que esta obra seja tão admirada por todos. Me deu uma vontade repentina de dar uma voltinha pelo espaço. De certa forma, o autor consegue fazer uma crítica social também, o que enriquece muito a obra. Apesar de ser relatado que Arthur tem aproximadamente 30 anos eu achei ele muito jovial. Ford é muito engraçado e dono da tão invejada profissão de mochileiro. O livro ainda te deixa com a pulga atrás da orelha! Você ganha a resposta para a tão famosa pergunta fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, mas ainda não faz sentido. É ler o restante da série para descobrir né? Enfim, é um livro muito bom. Gostei bastante, e estou curiosa para ler o restante da série.

Eu ganhei apenas o volume 1 e 2, e é a edição antiga. Eu achei as capas dos livros da série dessa edição muito mais bonitas que as atuais. Vou tentar completar a coleção das capas antigas, mas acho que vai ser meio complicado. Caso eu não consiga, vou ter que comprar as edições atuais mesmo. Vamos ver!

E vocês? Quem já leu o que achou? E quem está com vontade de ler?

Série O Mochileiro das Galáxias

1. O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
2. O Restaurante no Fim do Mundo (The Restaurant at the end of the Universe)
3. A Vida, o Universo e Tudo Mais (Life, the Universe and Everything)
4. Até Logo, e Obrigado pelos Peixes (So long, and thanks for all the fish)
5. Praticamente Inofensiva (Mostly Harmless)
 

Avaliação 4/5
Beijos, Bruna.


17 dezembro 2012

Resenha: O Símbolo Perdido



Título: O Símbolo Perdido

Autor: Dan Brown

Editora: Sextante

Ano: 2009

Número de páginas: 489

As aventuras de Robert Langdon conquistaram um contingente considerável de leitores. A primeira aventura do célebre professor de Harvard foi em Anjos e Demônios, publicado em 2000. Seu best-seller O Código Da Vinci vendeu mais de 80 milhões de cópias ao redor do mundo. E a aventura do professor em simbologia tem continuidade em O Símbolo Perdido.

"Desde as suas experiências na Europa nos últimos anos, a indesejada celebridade o transformara em um imã de malucos, e aquele ali havia acabado de ultrapassar os limites." (Página 45)

Logo após sobreviver suas aventuras suícidas no Vaticano e em Paris, Robert Langdon é convocado a desvendar enigmas em Washington, capital dos Estados Unidos. Convidado por seu amigo Peter Solomon, um amigo maçon, a fazer uma palestra no Capitólio, Robert segue para Washington. Ao chegar a seu destino, descobre que tudo não passou de uma farsa, arquitetada por um homem, codinome Mal’akh. Em uma ligação posterior a Robert, ele expõe suas exigências em troca da vida de Peter, a quem sequestrou.

"-Como o senhor talvez saiba, nesta cidade existe um antigo portal. E hoje à noite o senhor vai destrancá-lo para mim. Deveria se sentir honrado por eu ter entrado em contato…Professor, o senhor vai receber o convite da sua vida. O senhor foi o único escolhido." (Página 47)

Toda a história envolve uma pirâmide, que supostamente revela os Antigos Mistérios, capaz de dar àquele que a decifrar um poder imensurável. Robert conta ocm a ajuda de Katherine Solomon, irmã de Peter e cientista especializada em noética, ciência que estuda o poder da mente humana. Juntos eles tentam desvendar os mistérios que esta pirâmide envolve, ao mesmo tempo que tentam manter esse segredo longe do alcance da CIA e sua representante Inoue Sato, a quem acha que não pode confiar. O tempo está contra eles.
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O primeiro contato que tive com alguma obra de Dan Brown foi Anjos e Demônios, que para mim foi sua melhor obra, seguida de Fortaleza Digital. A leitura de O Símbolo Perdido, confesso, foi seca. Não me surpreendeu e nem foi uma história que conseguiu me prender. Gosto de livros que venham com informações, mas este veio com muitas, totalmente desnecessárias, o que tornou certos momentos enfadonhos. Todo o livro é a história do que acontece em apenas uma noite, ou seja, a sucessão de fatos fica cansativa, a impressão que você tem é de que o tempo não está passando. De todas as aventuras de Robert, a que mais gostei foi a do Vaticano. Por Roma exalar história, acho que o pano de fundo foi propício na questão simbólica, e tornou a história bem estruturada. Washington definitivamente é um lugar sem sal, salvo por possuir a maior biblioteca do mundo. O livro é inteiramente dedicado a rituais e questões maçônicas, portanto passe longe caso tenha algum preconceito. Decifrar a pirâmide não foi nada de estupendo, foi relativamente fácil, e acho que boa parte dos créditos a isso, vai mais para Katherine do que para Robert, pois a mente dele estava bem fechada. Fora as operações envolvendo a CIA para capturar Mal’akh, enfatizando que o que a pirâmide esconde é questão de segurança nacional, o que na minha visão não era. O único episódio realmente bom do livro se encontra quase no final, quando o perturbado Mal’akh nos reserva uma surpresa. Descobrir o que são os Antigos Mistérios não foi nada de mais. Todos tem contato e acesso a esse poder, e pra mim é realmente poderoso. Criei uma expectativa razoável em relação a esse livro devido a Anjos e Demônios, mas não alcançou minhas expectativas. Muita gente já leu esse livro, mas para quem não leu, e tem vontade de ler não espere muita coisa.

Avaliação 2/5

Beijinhos, Bruna.


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